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George Soros não financiou movimento #elenão contra Bolsonaro

Notícia falsa

George Soros não financiou movimento #elenão contra Bolsonaro
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Falso: Informação de que Mídia Ninja é financiada pela organização de Soros, Open Society Foundations, é falsa. Apesar de ser uma das principais propulsoras da hashtag #elenão no Twitter, Mídia Ninja não foi a única a publicar conteúdo do movimento na rede social.

Entenda o caso

Não é verdade que o megainvestidor George Soros tenha financiado o movimento #elenão, de oposição ao candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro. Textos que circulam em redes sociais e no WhatsApp afirmam que a iniciativa Mídia Ninja, uma das impulsionadoras da hashtag, é financiada pela organização de filantropia do bilionário, a Open Society Foundations (OSF). A informação é falsa.

A OSF divulga em seu site oficial a lista de projetos e instituições financiados pela organização. Nem “Mídia Ninja” nem “Pablo Capilé” (um dos fundadores do site) aparecem listados. A fundação esclareceu ao Comprova, por e-mail, que apesar de terem doado recursos à iniciativa de jornalismo independente no passado, a OSF não a custeia atualmente.

Além disso, é exagerado afirmar que Soros financia o movimento contrário a Bolsonaro por meio da Mídia Ninja. Em um mapeamento da rede de republicações da hashtag no Twitter feito pelo professor da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) Fábio Malini, é possível perceber que a conta @midianinja não foi a única a propagar o #elenão. Mais de 270 mil usuários formaram o “arco interativo do movimento” levantado pelo acadêmico.

Perfis de sites como The Intercept Brasil, Brasil de Fato e Congresso em Foco figuram entre os mais retweetados. Entre as outras contas destacadas no mapa estão celebridades, como Daniela Mercury, Iza e Raul Chequer, além de usuários comuns da rede, como @theserlection, @lannesdelrey, @gabriel_swift13 e @caipiivodka.

A ferramenta Crowdtangle registrou 4,1 mil compartilhamentos de dois links com o texto enganoso no Twitter e Facebooks. Os principais impulsionadores do conteúdo falso foram as páginas no Facebook “Libertar” e “Renova”.

Esta verificação foi feita pela redação do Estadão.

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